Archive for Março, 2007

Sob Rodrigo Maia, o PFL atende pelo nome de DEM

DEMasiado conservador, o PFL vem sendo DEMonizado pelo eleitorado. Quando DEManda votos, só obtém DEMonstrações de desapreço. Tornou-se um tanto DÉModé. Incomodado, decidiu DEMolir o próprio passado. Sem mais DEMoras, sai Jorge Bornhausen, DEMirugo da velha geração. Embora jovem DEMais, entra Rodrigo Maia, o neo-DEMiurgo. Sobre a última DEMão de tinta, inscreve-se na placa um novo logotipo. Em vez de PFL, agora será DEM. Vem de DEMocrata. Mas nada impedirá os adversários de dizerem que é coisa do DEMo. Política [A Direita] é mesmo de lascar. Quando não é a DEMagogia, é a DEMência em seu estado mais puro.

do Blog do Josias de Souza.

Nota do Joildo: Será que realmente a cúpula do PFL/DEM acredita que mudar o nome da legenda, colocar um presidente mantido sob vigilância de um grupo de vice-presidentes e principalmente o presidente do conselho polí­tico Sr. Kassab irá revitalizar o partido e reverter o processo de deterioração em que se encontra? processo esse que teve ápice nas últimas eleições onde oligarquias do partido foram derrotadas e conseguiram apenas assumir o governo do DF.

Acredito PFL ou DEM continuará simbolizando a todos a direita no espectro político do país. O que há de mais retrogrado em nossa política.

“Depois da alfabetização, queremos estimular os estudos até o ingresso nas universidades”

“É um projeto-piloto onde o objetivo é alfabetizar 150 turmas por semestre, cada uma com 20 alunos”, explica Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores de Paraisópolis sobre a Escola do Povo. E continua: “Depois dessa fase, as turmas alfabetizadas seguem para o ensino de 1ª a 4ª série, depois para o de 5ª a 8ª, e assim até o cursinho vestibular”.

Para estimular o ingresso nas universidades, ele conta que “temos aqui um cursinho em parceria com a Universidade Mackenzie, onde todos que passam no vestibular ganham bolsa de 100%”. Segundo Gilson, ao final do quarto semestre, serão 12 mil alunos em salas de aula.

Até agora, de acordo com um dos coordenadores do projeto, Joildo Barreto, a Escola já está com 40 turmas em processo de cadastramento e cerca de 400 alunos em fechamento de turma. Ele explica que o programa Escola do Povo tem como objetivo não só a alfabetização, mas “é um projeto profissionalizante para que as pessoas, após alfabetizadas, terminem seus estudos e possam ter oportunidade de um emprego melhor”.

Joildo conta que “o que mais impressiona é a determinação de aprender dos alunos. Eles estão demonstrando muita vontade de superar as dificuldades e seguir em frente”, ressalta. O coordenador contou também como a comunidade local está apoiando de diversas formas a Escola. “Tivemos casos muito interessantes de solidariedade, como o dono de um estabelecimento comercial chamado Bom Preço, onde fomos pedir o orçamento de quites escolares, e ele fez questão de não cobrar nada”. “Outro caso foi uma alfabetizadora que se atrasou para o treinamento, e teve que pegar um táxi de um conhecido aqui de Paraisópolis, e quando disse que estava indo para o treinamento da Escola do Povo, o taxista parou o taxímetro”.

Para Gabriel Cruz, também coordenador do projeto, “os alunos aqui enfrentam todas as dificuldades do dia a dia, e muitas vezes pensam em desistir. Mas a gente procura mostrar o contrário, que através do aprendizado de ler e escrever ele pode se inserir na sociedade e ter melhores condições de vida”.

Gabriel explica ainda que serão realizadas oficinas culturais, além da criação de um escola da samba, onde a idéia é resgatar o histórico da construção dessa comunidade que é principalmente formada por nordestinos, além de atividades esportivas e atendimento médico.

Júlia Cruz - Hora do Povo (16 de março de 2007)

Paraisópolis cria a Escola do Povo na batalha contra o analfabetismo

Entidades como a CGTB, UMES, CNAB, CMB, ITDP e moradores se unem determinados a vencer o analfabetismo numa das maiores favelas do Brasil. Com 80 mil moradores, Paraisópolis tem cerca de 15 mil analfabetos

Moradores da comunidade, comerciantes, empresas e entidades aceitaram o desafio de enfrentar e erradicar o analfabetismo numa das maiores favelas do Brasil e a segunda maior de São Paulo: Paraisópolis, onde vivem cerca de 80 mil habitantes, a maioria abaixo da linha da pobreza, e que convive com o índice de 15 mil analfabetos ou semi-analfabetos. “Quando a professora foi na minha casa para me convidar, eu não queria vir, achei que já tinha passado da idade de aprender coisa nova, que era difícil demais. Mas está sendo ótimo. Agora que estou conseguindo escrever meu nome, entendi que nunca é tarde para aprender”, conta a aluna Francisca da Silva Correa, mãe de quatro filhos, da primeira turma de alunos da Escola do Povo.

Inaugurado este ano, o projeto Escola do Povo é desenvolvido pela União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis em parceria com o Programa Brasil Alfabetizado, a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo), CNAB (Congresso Nacional Afro-Brasileiro), CMB (Confederação das Mulheres do Brasil) e ITDP (Instituto do Trabalho Dante Pellacani). O sucesso do projeto garante também o apoio de lideranças comerciais e empresariais da região e do jornalista Chico Pinheiro, escolhido como patrono da Escola do Povo pelo trabalho que desenvolve entre moradores carentes da região de Paraisópolis.

Por conhecer melhor a realidade local, a maioria dos 130 professores que atua no projeto também mora na região de Paraisópolis. “Pra mim essa oportunidade está sendo muito importante. Levei a vida inteira tentando ajudar as pessoas e essa é uma maneira que estava faltando para me dedicar ainda mais”, conta Francinilda Oliveira da Silva, de 54 anos, professora do projeto. Francinilda, que mora no bairro há 21 anos, disse que mesmo tendo trabalhado 17 anos com alfabetização, “está sendo uma coisa nova para mim”. “Estou vendo um esforço muito grande dos alunos. Na minha turma tem uma senhora que, quando chegou aqui, mal conseguia pegar no lápis, e agora ela já está fazendo a letrinha. Às vezes eles pensam que é impossível, que são incapazes, e comemoram muito quando estão conseguindo”, afirma a professora.

Relatando suas experiências nas primeiras semanas de aula, a aluna Maria dos Prazeres contou: “Já estudei e parei, né? Mas tem gente que nunca estudou. Tem uma senhora que está aprendendo agora, e é bastante importante para ela e para cada um de nós. Eu pretendo continuar até o fim”.

PERSPECTIVA

O presidente da União dos Moradores, Gilson Rodrigues, explica que “aqui em Paraisópolis existem diversos programas desenvolvidos pela comunidade que visam melhorar as condições das pessoas, mas nós vimos que o foco principal do nosso trabalho deveria ser a educação”. Gilson, que destacou também o apoio dado pela Associação Panamby e da Associação das Mulheres de Paraisópolis, lembra que toda a comunidade ganha com o projeto. “É fundamental que as pessoas possam estudar para ter a perspectiva de ingressar numa universidade e a consciência do seu papel na sociedade”.

“O Brasil tem 24 milhões de analfabetos, e agora estamos em condições de transformar essa realidade”, afirmou o presidente da União dos Moradores de Paraisópolis ao falar das expectativas do programa de alfabetização. “Com o projeto de crescimento anunciado pelo governo federal, vimos que grande parte dele vai para a educação, e com o apoio da sociedade poderemos acabar com esse mal que há tanto tempo persegue o povo brasileiro que é o analfabetismo”.

JÚLIA CRUZ - Hora do Povo 16/03/2007 5-A

8 de Março

Mulheres

Você já imaginou o que seria do mundo se não existissem essas maravilhosas figuras do sexo oposto?

Aos solteiros:
- Com quem iríamos fazer aquelas piadinhas que só homens acham graça ?
- Como criticaríamos as pessoas que estivessem ao volante atrapalhando o trânsito ?
- Com que estímulo iríamos nos arrumar todo, nos perfumar e escolher a melhor roupa pra sair ?
- Para quem iríamos abrir a porta do carro, puxar a cadeira no restaurante, e outras coisas do gênero, que depois de casado em geral esquecemos (menos eu…rs..rs..rs)
- O que seria das floriculturas?

Aos casados:
- Como iríamos ouvir aqueles pedidos insistentes para que não deixemos a toalha em cima da cama, a tampa do vaso molhada?
- Para quem daríamos desculpas esfarrapadas ao chegar em casa com a camisa suja de batom ? (menos eu, mais uma vez. Ô medo….rs..rs.rs..rs)
- Como poderíamos sobreviver sem ouvir aquela célebre pergunta que não quer calar: “meu bem, tu me amas?”
- Para quem responderíamos: “Sim”, e em seguida ouviríamos: “É mentira”.
- Como suportaríamos estar nesse mundo cruel sem também ouvir outra pergunta que não sai de nossas mentes: “Você acha que eu tô gorda?”.
- Quem pegaríamos no colo, deitaríamos no solo e faríamos mulher (lembra da música do Agepê – fui longe hein!)
- Quem acordaria de madrugada pra cuidar do bebê?
- Quem ficaria morrendo de ciúmes só porque você ficou até tarde adiantando o serviço com aquela secretária que ela detesta ? (aliás, como seria trabalhar sem essa secretária?)

E na hora de sair. Como iríamos opinar, mesmo que sem querer, sobre a roupa delas? (você já reparou quantas vezes por ano somos convocados a dar opinião sobre coisas que não entendemos, como as combinações que elas fazem – de cores, adereços,jóias, sapatos, etc..).

O que faríamos com o tempo que ficamos esperando elas terminarem de se arrumar?

Num mundo sem as mulheres os celulares seriam todos da mesma cor (preto) e os salões de beleza teriam sérias dificuldades em manter suas portas abertas (a não ser que virassem barbearias).

Escova definitiva seria apenas um objetivo para pentear que duraria a vida toda.

Sapato alto seria aqueles do tempo do Black Power (não sou tão velho assim, mas ouvi falar, ouvi falar) ou aquele jogador e/ou time que “se acha”.

Calça de GANG seria roupa usada por grupos violentos da cidade.

Rímel seria uma exclamação para que alguém começasse a dar gargalhadas (RÍ-MEU!) e piada de loura não teria graça nenhuma.

As baratas poderiam circular normalmente sem ficarem surdas com gritos estéricos.

As TVs transmitiriam futebol o tempo todo e as novelas dariam lugar aos seriados policiais.

Nas lojas, nada de tecidos: só panos (afinal, macho que é macho se veste de pano).

Já o trânsito, seria uma beleza. Velocidade mínima permitida:120Km/h. A máxima, lógico, não teria limites.

É DIFÍCIL, MAS ADMITO : SERIA MUITO CHATO VIVER EM UM LUGAR ASSIM.

OBS: antes de começar a me xingar, peço (principalmente às mulheres) que lembrem que o texto acima, não reflete, necessariamente, a opinião do autor sobre o assunto. É apenas um momento de reflexão sobre situações comuns do nosso dia-a-dia (deu pra enrolar ou não?).

tirado de Quer dizer

Nota do Joildo: Mulheres como o autor diz, o texto serve apenas para ilustrar situações do dia-a-dia que normalmente causam conflitos entre homens e mulheres, principalmente por quase sempre serem utilizadas de forma a diminuir a importância da mulher na sociedade. Feliz Dia Internacional das Mulheres queridas.