Archive for Maio, 2007

Chico Buarque - João e Maria

Respondam a pesquisa “Orkut em minha vida”

O Frederick Van Amstel lançou uma pesquisa sobre como o Orkut influenciou/alterou nossos comportamentos, respondam. aqui

Essa pesquisa já foi encerrada.

15 dias de ocupação [e contando]

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Estudantes mantém ocupação da reitoria, policia diz que vai negociar reintegração de posse, reitora se finge de muda, e o tempo vai passando;

A questão da autonomia universitária tão em foco neste momento, deve ser levada a  sério. Ela interfere diretamente no funcionamento administrativo das públicas, sua retirada as vincula inclusive as vontades de um governo que já se mostrou impositivo, em contraposição aos interesses do povo.

Ter uma universidade autônoma, não vinculada as agendas de qualquer governo, mas sim com foco no desenvolvimento nacional é o objetivo que deve ser buscado, neste sentido a reivindicação dos estudantes é muito justa.

Pesquisa para usuários de MAC

Ai moçada o Leonardo Faria está fazendo uma pesquisa com usuários de Macintosh do Brasil, quem for responde lá: http://www.pesquisa.leonardofaria.net/

Pesquisa encerrada.

Bush decifra Oriente Médio

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Natureza Morta

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“Veja” injuria qualquer um que não se curve ao seu golpismo

Xingamentos ou fraudes contra Ulysses, Che, Ibsen, Lula, Chávez, Kirchner e outros evidenciam sua decomposição

Em duas páginas que parecem escritas por alguém babando na gravata, ou, talvez, comendo a gravata, de tanto ódio impotente, a “Veja”, em sua última edição, publicou algo com o título “Um perigo chamado MR-8”. Esse movimento “cujo nome”, segundo a revista, “faz referência à data da morte de um dos mais frios assassinos da história, o argentino Ernesto ‘Che’ Guevara”, é aquinhoado com os costumeiros xingamentos de troglodita que na “Veja” são destinados aos democratas, chamem-se eles Lula ou Ulysses, Ibsen ou Sarney, Itamar ou Quércia, Dirceu ou Dilma, Chávez ou Evo, Kirchner ou Correa. Em suma, a todo e qualquer indivíduo que seja livre, que seja democrata, que não se submeta à sua linha fascistóide, de subserviência totalitária ao que existe de mais putrefato no mundo.

FRAUDE

Por essa razão, na mesma edição, “Veja” se dedica a agredir o movimento sindical. Qual o problema que ela vê nele? Ter conquistado um novo patamar de união em sua luta, sepultando divisões anteriores, inclusive estabelecendo unidade em torno do presidente Lula para fazer o país se desenvolver.

No caso do MR8, diz a “Veja” que se trata de um “grupelho”, “terrorista”, que “vende seus serviços sujos de atemorização a quem paga mais”, “já serviu de tropa de choque a políticos de biografia conturbada”, “arruaceiros”, “uma centena de foras-da-lei”, etc., etc., etc., e não se entende porque a revista dedicou a segunda matéria da edição a grupo tão sem importância…

O pretexto para essa ridícula descarga de impropérios furibundos - que nada têm a ver, evidentemente, com jornalismo - é uma suposta ameaça de morte feita ao destrambelhado Diego Mainardi, num editorial nosso, da “Hora do Povo”, publicado na edição do último dia 27. A ameaça de morte (v. editorial na primeira página desta edição) é falsa, como qualquer leitor pode comprová-lo simplesmente lendo o texto. Mas não é por acaso que a “Veja” e seus lulus amestrados recorreram a essa fraude.

Porém, antes de prosseguir, deixemos claro uma questão: a “Hora do Povo” não pertence ao MR8. Este Movimento muito se orgulha de ter participado da fundação do nosso jornal, e de contribuir com ele, através de seu suor e de seu sangue. Mas a “Hora do Povo” não é do MR8. Nossa casa não é a “Veja”, que pertence ao Civita, também proprietário da alma de alguns de seus funcionários. Nós somos um patrimônio do povo brasileiro e, como tal, da Humanidade. Não pertencemos a ninguém. Mas é natural que o Civita e seus poodles não consigam entender tal coisa. Como poderia um boletim fascistóide entender o que é a imprensa democrática?

Essa histeria verdadeiramente mussoliniana não é diferente da difamação contra Ulysses, retratado como louco, das falsificações contra Ibsen Pinheiro, contra o qual a “Veja” forjou uma prova para condenar um inocente, e das infâmias contra o presidente Lula e sua família. Atendo-se ao último caso, porque é o mais atual, a “Veja” é o único lugar onde um picareta como Mainardi pode escrever coisas como: “Se [Lula] perder, tem de ser cassado. Se ele ganhar, tem de ser cassado. (…) eu sou golpista”; “os cangaceiros entraram para o imaginário nordestino. Por isso Lula foi reeleito. Mas um dia tudo muda. Como eu sei? A marca de suor na camisa do porteiro mostrava uma cabeça degolada”; “se Lula disse, uma certeza a gente pode ter: é mentira”; “o lulismo realmente ganhou o mundo. Em sua forma mais autêntica: o dinheiro sujo”; ou, escondendo-se atrás do escritor americano Henry David Thoreau: “o eleitor é um cavalo. (…) o eleitor é um cachorro. Eu repito, citando Thoreau: o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro, o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro, o eleitor é um cavalo, o eleitor é um cachorro. Insulte o eleitor”.

Certamente que isso é totalmente incompatível com uma imprensa democrática e, de resto, com a própria democracia. Assim como a campanha golpista empreendida por “Veja” contra o governo Lula, ao longo de quase dois anos. É, portanto, algo pouco surpreendente que “Veja” estrebuche porque não consegue apagar do mapa órgãos da imprensa democrática, como a “Hora do Povo”. Não é uma novidade: o fascismo sempre foi incompatível com a democracia.

No entanto, com o dinheiro americano e dos racistas sul-africanos lhe enchendo as burras (v. matéria na pág. 6), a “Veja” e seus donos deveriam estar contentes com a vida que levam. No entanto, não estão. Por quê? Porque de nada vale a sua disposição de prestar serviços a qualquer quadrilha estrangeira, se eles não surtem efeito.

Pois foi exatamente o que aconteceu – e está acontecendo. Durante décadas as forças nacionais, os setores vivos do país, lutaram por uma união que permitisse ao povo brasileiro reconstruir a Nação. Ou seja, que permitisse fazer do Brasil uma grande nação, desenvolvida, justa, independente. A “Veja” sempre foi a ponta de lança raivosa da reação, a difamar as lideranças democráticas, a pregar o atraso e a submissão sem limites e sem freios.

Esta é a razão pela qual um dos “perigos” que ela enxerga no MR8 é ter ficado dentro do PMDB. Pois essa foi a forma que o Movimento achou que era a melhor para lutar pela unidade de todos os brasileiros por um país soberano.

Essa luta dos democratas e patriotas brasileiros foi inteiramente vitoriosa. O que temos hoje, no governo Lula, é um grau de unidade jamais conseguido em nossa História . Existem, agora, todas as condições políticas para mudar o país.

Mas isso significa, por outro lado, que o espaço para os acólitos do atraso e da submissão diminuiu tremendamente. Daí o destempero da “Veja”, colocando para fora, como os abcessos quando são espremidos, o pus acumulado em anos. Não todo ele, que ainda há muito. Mas o que já saiu não é pouca porcaria. Convenhamos que chamar Che Guevara de “um dos mais frios assassinos da história” e xingar os que participaram da luta armada contra a ditadura de “terroristas”, ao modo do falecido delegado Fleury, não é coisa só de fascista. É coisa de fascista retardado.

Mesmo há 40 anos atrás esse tipo de idiotice só era possível porque existia uma ditadura feroz. Porém, mesmo a ditadura mudou, e, em seguida, desapareceu. A História já resolveu, há muito, essas questões. Hoje, é a “Veja” que acusa os militares pela ditadura, não os que participaram da luta armada. Nesse caso, não é apenas cinismo. A bem da verdade, os militares foram responsáveis pelo que houve de desenvolvimento e progresso durante a ditadura – e isso é tudo o que a “Veja” mais odeia: que o Brasil tenha se desenvolvido e possa se desenvolver.

Por essas razões, “Veja” deixou de abrigar qualquer um que tenha um mínimo de respeitabilidade e passou a ter de recorrer a alguns desclassificados. Porque é esse o espaço social que lhe resta. Aquele dos marginais, dos ressentidos que se escondem nos esgotos da sociedade, dos medíocres que não se conformam que outros não sejam medíocres, das viúvas da Oban e do DOI-CODI, e, de resto, das prostitutas sempre à disposição de qualquer bando reacionário estrangeiro, da CIA aos gangsters do apartheid sul-africano.

DINHEIRO

Portanto, forjar uma ameaça de morte para um sujeito que ninguém leva a sério – e no nome do qual jamais teríamos tocado, se não tivesse abusado da memória de um herói, isto é, da memória de Bacuri (v. matéria nesta página) -, serve apenas para que “Veja” tente esconder seu adiantado estado de decomposição. O que, de todos os modos, é inútil.

Mas é interessante que “Veja” termine o seu vitupério pregando que a “Hora do Povo” não pode receber publicidade do governo e, em suma, que só a imprensa antidemocrática possa receber publicidade oficial. De nossa parte, não nos opomos a que o governo coloque publicidade nos monopólios de mídia, inclusive na “Veja”, apesar de, nesse último caso, isso só servir para financiar o golpismo contra quem paga a publicidade. Do que não abrimos mão é de lutar para que a imprensa democrática também receba a sua parte. Porém, talvez seja esse o objetivo de “Veja” com esse furdunço: receber mais dinheiro do governo.

CARLOS LOPES

do site do Hora do Povo edição de 09 de maio

B.J. Thomas - Raindrops Keep Falling on My Head

MR8: “é o Estado que garante crescimento e distribui renda”

“A eleição de Lula em 2002 pôs fim ao desmonte do Estado brasileiro”, destacou a agremiação no 1º de Maio da CUT e da CGTB, realizado entre as avenidas Ipiranga e São João, na cidade de São Paulo

SÉRGIO RUBENS DE ARAÚJO TORRES *

Quando o governo Fernando Henrique, seguindo as ordens de Washington, entregava as nossas estatais aos monopólios externos o que eles pretendiam era desmontar o Estado brasileiro, para anular a sua capacidade de promover o desenvolvimento econômico e a justiça social.

A eleição de Lula, em 2002, pôs um fim a essa entrega. E o governo Lula, em seu primeiro mandato, resgatou o papel do Estado como instrumento de distribuição da renda, de promoção da justiça social.

O aumento do salário mínimo, as 14 milhões de famílias inscritas no Bolsa Família, a expansão das universidades públicas, as 200 mil Bolsas do ProUni, o apoio à legislação trabalhista e à liberdade sindical, tudo isso são exemplos de como o Estado deve agir para mudar o quadro perverso e injusto da concentração da renda no Brasil.

Agora, após a vitória de outubro de 2006, um novo passo indispensável e decisivo começa a ser dado: o resgate do papel do Estado como instrumento central do nosso desenvolvimento econômico. Porque está mais do que provado que num país como o Brasil, assediado pelas mega corporações multinacionais, o mercado não reduz as injustiças e não garante o crescimento. Pelo contrário: agrava as desigualdades e bloqueia o desenvolvimento. E só a ação do Estado no terreno econômico e no social pode corrigir esses desequilíbrios.

Este é o significado mais geral do Programa de Aceleração do Crescimento, anunciado pelo presidente Lula, em 22 de janeiro de 2007, que destina, principalmente para áreas de energia e transportes, 504 bilhões de reais, dos quais 76% são investimentos públicos – ou seja, investimentos feitos pelo Estado, diretamente ou através das empresas estatais.

O PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - resgata o papel do Estado como o principal agente do nosso desenvolvimento. E era isso que estava faltando para que o Brasil possa retomar o crescimento num ritmo compatível com as suas imensas potencialidades.

A oposição anunciou que iria fazer de tudo para barrar a aprovação das medidas mais importantes do PAC no Congresso Nacional. Mas nós já estamos escolados de como lidar com a oposição. Eles berram de lá. Nós não nos deixamos intimidar e falamos mais alto do lado de cá. No final eles perdem e nós ganhamos.

Companheiros e Companheiras:

O Movimento Revolucionário 8 de Outubro está seguro de que a obra do presidente Lula não vai se encerrar em 2010. A ampla coalizão de forças políticas que ele aglutinou em torno de seu segundo governo deve seguir unida por muitos anos mais, para dar sustentação ao projeto nacional de desenvolvimento cujas bases estão sendo alicerçadas. E ninguém está em melhores condições do que Lula para garantir que essa coalizão tenha uma vida longa.

Avante trabalhadores! Que a unidade expressa nesse 1° de Maio continue a se aprofundar. Pois a unidade dos trabalhadores é o mais poderoso de todos os motores para transformar o Brasil num país verdadeiramente livre, desenvolvido e pleno de justiça.

*Secretário-geral do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8). Pronunciamento realizado no 1º de Maio