MR8: “é o Estado que garante crescimento e distribui renda”
“A eleição de Lula em 2002 pôs fim ao desmonte do Estado brasileiro”, destacou a agremiação no 1º de Maio da CUT e da CGTB, realizado entre as avenidas Ipiranga e São João, na cidade de São PauloSÉRGIO RUBENS DE ARAÚJO TORRES *Quando o governo Fernando Henrique, seguindo as ordens de Washington, entregava as nossas estatais aos monopólios externos o que eles pretendiam era desmontar o Estado brasileiro, para anular a sua capacidade de promover o desenvolvimento econômico e a justiça social.
A eleição de Lula, em 2002, pôs um fim a essa entrega. E o governo Lula, em seu primeiro mandato, resgatou o papel do Estado como instrumento de distribuição da renda, de promoção da justiça social.
O aumento do salário mínimo, as 14 milhões de famílias inscritas no Bolsa Família, a expansão das universidades públicas, as 200 mil Bolsas do ProUni, o apoio à legislação trabalhista e à liberdade sindical, tudo isso são exemplos de como o Estado deve agir para mudar o quadro perverso e injusto da concentração da renda no Brasil.
Agora, após a vitória de outubro de 2006, um novo passo indispensável e decisivo começa a ser dado: o resgate do papel do Estado como instrumento central do nosso desenvolvimento econômico. Porque está mais do que provado que num país como o Brasil, assediado pelas mega corporações multinacionais, o mercado não reduz as injustiças e não garante o crescimento. Pelo contrário: agrava as desigualdades e bloqueia o desenvolvimento. E só a ação do Estado no terreno econômico e no social pode corrigir esses desequilíbrios.
Este é o significado mais geral do Programa de Aceleração do Crescimento, anunciado pelo presidente Lula, em 22 de janeiro de 2007, que destina, principalmente para áreas de energia e transportes, 504 bilhões de reais, dos quais 76% são investimentos públicos – ou seja, investimentos feitos pelo Estado, diretamente ou através das empresas estatais.
O PAC - Programa de Aceleração do Crescimento - resgata o papel do Estado como o principal agente do nosso desenvolvimento. E era isso que estava faltando para que o Brasil possa retomar o crescimento num ritmo compatível com as suas imensas potencialidades.
A oposição anunciou que iria fazer de tudo para barrar a aprovação das medidas mais importantes do PAC no Congresso Nacional. Mas nós já estamos escolados de como lidar com a oposição. Eles berram de lá. Nós não nos deixamos intimidar e falamos mais alto do lado de cá. No final eles perdem e nós ganhamos.
Companheiros e Companheiras:
O Movimento Revolucionário 8 de Outubro está seguro de que a obra do presidente Lula não vai se encerrar em 2010. A ampla coalizão de forças políticas que ele aglutinou em torno de seu segundo governo deve seguir unida por muitos anos mais, para dar sustentação ao projeto nacional de desenvolvimento cujas bases estão sendo alicerçadas. E ninguém está em melhores condições do que Lula para garantir que essa coalizão tenha uma vida longa.
Avante trabalhadores! Que a unidade expressa nesse 1° de Maio continue a se aprofundar. Pois a unidade dos trabalhadores é o mais poderoso de todos os motores para transformar o Brasil num país verdadeiramente livre, desenvolvido e pleno de justiça.
*Secretário-geral do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8). Pronunciamento realizado no 1º de Maio